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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Auto de Fé - Queimam-se Livros, mas idéias e ideais Jamais serão queimados!!



Um dos fatos marcantes do Espiritsmo, é o intitulado Auto de Fé de Barcelona.
Quando a Doutrina Espirita, estava mostrando toda a sua pujança, e a sua divulgação estava sendo feita, não só pela divulgação de Allan Kardec através de suas viagens e trabalho organizativo, mas também através da disseminação das obras escritas, ocorreu em Barcelona a queima pública de Livros Espiritas, após ordem explicita do Bispo de Barcelona.
A Revista Espirita de 1861, no mês de Novembro, relata o seguinte:
Revista Espírita, novembro de 1861

Auto-de-fé das obras Espíritas em Barcelona.

Não informamos nada, aos nossos leitores, sobre esse fato, que já não saibam pela via da imprensa; o que ocorreu de admirar, foi que os jornais, que passam geralmente por bem informados, hajam podido colocá-lo em dúvida; essa dúvida não nos surpreende; o fato em si mesmo parece tão estranho para o tempo em que vivemos, e está de tal modo longe de nossos costumes que, alguma cegueira que se reconhecesse ao fanatismo, crê-se sonhar ouvindo dizer que as fogueiras da inquisição se acendem ainda em 1861, à porta da França; a dúvida, nessa circunstância, é uma homenagem prestada à civilização européia, ao próprio clero católico.

Em presença de uma realidade incontestável hoje, o que deve mais espantar, é que um jornal sério, que cai cada dia, sem dó nem piedade, sobre os abusos e as usurpações do poder sacerdotal, não haja encontrado, para assinalar esse fato, senão algumas palavras zombeteiras, acrescentando: "Em todo caso, não seremos nós que nos divertiremos, neste momento, em fazer girar as mesas na Espanha." (Siècle de 14 de outubro de 1861.) O Siècle está a ver, portanto, o Espiritismo nas mesas girantes?

Ele também está, pois, bastante cego pelo ceticismo para ignorar que toda uma doutrina filosófica, eminentemente progressiva, saiu dessas mesas das quais tanto se zombou? Não sabe, pois, ainda, que essa idéia fermenta por toda a parte; que por toda a parte, nas grandes cidades como nas pequenas localidades, do alto a baixo da escala, na França e no estrangeiro, essa idéia se difunde com uma rapidez extraordinária?

Que, por toda a parte, as massas proclamam nela a aurora de uma renovação social? O golpe com o qual se acreditou feri-la, não é um indício de sua importância? Porque não se investe assim contra uma infantilidade sem conseqüência, e Don Quixote não retornou na Espanha para se bater contra os moinhos de vento.


O que não é menos exorbitante, e o que contra o qual se espanta, é não se ter visto um protesto enérgico, é a estranha pretensão que se arroga o bispo de Barcelona de fazer a polícia na França. Ao pedido que foi feito de reexportar as obras, respondeu com uma recusa assim motivada: A Igreja católica é universal, e os livros, sendo contrários à fé católica, o governo não pode consentir que eles vão perverter a moral e a religião de outros países. Assim, eis um bispo estrangeiro, que se institui em juiz do que convém ou não convém à França! A sentença, portanto, foi mantida e executada sem mesmo isentar o destinatário das despesas de alfândega, que se teve muito cuidado em fazê-lo pagar.

Eis a narração que nos foi pessoalmente dirigida:

"Este dia, nove de outubro de mil oitocentos e sessenta e um, às dez horas e meia da manhã, sobre a esplanada da cidade de Barcelona, no lugar onde são executados os criminosos condenados ao último suplício, e por ordem do bispo desta cidade, foram queimados trezentos volumes e brochuras sobre o Espiritismo, a saber: 

"A Revista Espírita, diretor Allan Kardec;
"A Revista Espiritualista, diretor Piérard;
"O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec;
"O Livro dos Médiuns, pelo mesmo;
"O que é o Espiritismo, pelo mesmo;
"Fragmento de sonata, ditado pelo Espírito de Mozart;
"Carta de um católico sobre o Espiritismo, pelo doutor Grand;
"A História de Jeanne d'Arc, ditada por ela mesma à Srta. Ermance Dufau;
"A realidade dos Espíritos demonstrada pela escrita direta, pelo barão de Guldenstubbé.
"Assistiram ao auto-de-fé:
"Um padre revestido das roupas sacerdotais, trazendo a cruz numa mão e a tocha na outra mão;
"Um notário encarregado de redigir a ata do auto-de-fé;
"O escrevente do notário;
"Um empregado superior da administração da alfândega;
"Três moços (serventes) da alfândega, encarregados de manter o fogo;
"Um agente da alfândega representando o proprietário das obras condenadas pelo bispo.
"Uma multidão inumerável encobria os passeios e cobria a imensa esplanada onde se elevava a fogueira.

"Quando o fogo consumiu os trezentos volumes ou brochuras Espíritas, o padre e seus ajudantes se retiraram, cobertos pelas vaias e as maldições dos numerosos assistentes que gritavam: Abaixo a inquisição!

"Numerosas pessoas, em seguida, se aproximaram da fogueira, e recolheram as suas cinzas."

Uma parte dessas cinzas nos foi enviada; com elas se encontra um fragmento de O Livro dos Espíritos consumido pela metade. Nós o conservamos preciosamente, como um testemunho autêntico desse ato insensato.

Toda opinião à parte, esse assunto levanta uma séria questão de direito internacional.
Reconhecemos ao governo espanhol o direito de proibir a entrada, sobre o seu território, das obras que não lhe convém, como a de todas as mercadorias proibidas.

Se essas obras tivessem sido introduzidas clandestinamente e em fraude, nada haveria a dizer; mas são expedidas ostensivamente e apresentadas na alfândega; era, pois, uma permissão legalmente solicitada. Esta acreditou dever referi-la à autoridade episcopal que, sem outra forma de processo, condena as obras a serem queimadas pela mão do carrasco.

O destinatário pediu, então, para reexportá-las para o lugar de origem, e lhe foi respondido pelo fim de não receber, relatado acima. Perguntamos se a destruição dessa propriedade, em tais circunstâncias, não é um ato arbitrário e fora do direito comum.

Examinando-se este assunto do ponto de vista de suas conseqüências, diremos primeiro que não houve senão uma voz para dizer que nada podia ser mais feliz para o Espiritismo. A perseguição sempre foi aproveitável à idéia que se quis proscrever; por aí se lhe exalta a importância, se lhe desperta a atenção, e fazendo-o conhecer por aqueles que o ignoram.

Graças a esse zelo imprudente, todo o mundo, em Espanha, vai ouvir falar do Espiritismo e quererá saber o que é; é tudo o que desejamos. Podem-se queimar os livros, mas não se queimam as idéias; as chamas das fogueiras as super-excitam em lugar de abafá-las. As idéias, aliás, estão no ar, e não há Pirineos bastante altos para detê-las; e quando uma idéia é grande e generosa, ela encontra milhares de peitos prontos para aspirá-la.

O que se lhe haja feito, o Espiritismo já tem numerosas e profundas raízes na Espanha; as cinzas da fogueira vão fazê-las frutificar. Mas não será só na Espanha que esse resultado será produzido, é o mundo inteiro que lhe sentirá o contragolpe. Vários jornais da Espanha estigmatizaram esse ato retrógrado, como o merece.

Lás Novedades de Madrid, de 19 de outubro, entre outros, contém, sobre esse assunto, um notável artigo; nós o reproduziremos em nosso próximo número.
Espíritas de todos os países! Não vos esqueçais desta data de 9 de outubro de 1861; ela será marcada, nos fastos do Espiritismo; que ela seja para vós um dia de festa e não de luto, porque é a garantia do vosso próximo triunfo!

Entre as numerosas comunicações que os Espíritos ditaram sobre esse acontecimento, não citaremos senão as duas seguintes, que foram dadas espontaneamente na Sociedade de Paris; elas dele resumem todas as causas e todas as conseqüências.

Sobre o auto-de-fé de Barcelona.

"O amor da verdade deve sempre se fazer ouvir: ela dissipa a névoa, e por toda a parte brilha ao mesmo tempo. O Espiritismo chegou para ser conhecido por todos; logo será julgado e colocado em prática; quanto mais houver perseguições, mais depressa esta sublime Doutrina chegará ao seu apogeu; seus mais cruéis inimigos, os inimigos do Cristo e do progresso, com isso se surpreendem de maneira que ninguém ignore que Deus permite àqueles que deixaram esta Terra de exílio de retornar para aqueles que amaram.


Tranqüilizai-vos; as fogueiras se extinguirão por si mesmas, e se os livros são lançados ao fogo, o pensamento imortal lhes sobrevive."


DOLLET.


Nota. Este Espírito, que se manifestou espontaneamente, disse ser o de um antigo livreiro do século dezesseis.


Outra.


Era preciso alguma coisa que ferisse, com um golpe violento, certos Espíritos encarnados para que se decidissem ocupar-se desta grande Doutrina que deve regenerar o mundo. Nada é inutilmente feito sobre a vossa Terra, para isso, e nós, que inspiramos o auto-de-fé de Barcelona, sabíamos bem que, assim agindo, faríamos dar um passo imenso para a frente.

Esse fato brutal, inaudito nos tempos atuais, foi consumado para atrair a atenção dos jornalistas que permaneciam indiferentes diante da agitação profunda que abalava as cidades e os centros Espíritas; deixavam dizer e deixavam fazer; mas se obstinavam em fazer ouvido de mercador, e respondiam pelo mutismo ao desejo de propaganda dos adeptos do Espiritismo.
Por bem ou por mal, é preciso que dele falem hoje; uns constatando o histórico do fato de Barcelona, os outros desmentindo-o, deram lugar a uma polêmica que dará volta ao mundo, e da qual só o Espiritismo aproveitará. Eis por que, hoje, a retaguarda da inquisição fez seu último auto-de-fé, porque assim o quisemos."


Eutanásia



De origem grega, a palavra “eutanásia” é formada pela junção dos termos “eu” (bom) e “tanathos” (morte), podendo ser entendida tanto como um desencarne sereno, sem sofrimento, como uma prática sem amparo legal, através da qual se busca abreviar a vida de um doente reconhecidamente incurável sem qualquer tipo de dor.
Na realidade, trata-se de uma ação homicida cometida por um médico, um leigo (normalmente alguém da família do paciente) ou um julgador que possui o poder de decidir sobre a sobrevivência do enfermo.
A eutanásia pode ser positiva, quando geralmente se coloca fim à vida do paciente pela aplicação de fármacos, ou negativa, quando os meios ordinários indispensáveis para a manutenção vital são omitidos, bem como ocorrer de forma voluntária, o chamado “suicídio assistido”, praticado freqüentemente por um médico a pedido do paciente, ou involuntária, quando este não é consultado, não se pronuncia (às vezes, por ser incapaz de fazê-lo) ou nem mesmo a deseja. Há ainda a eutanásia eugenética, na qual se elimina toda vida considerada sem valor. Na Grécia antiga, por exemplo, a hegemonia espartana, sempre armada para guerras e destruições, inseriu em seu estatuto o emprego legal desse tipo de ação com enfermos, mutilados e psicopatas considerados inúteis.
Em virtude de toda a sua complexidade, a questão da eutanásia é debatida no mundo inteiro. A maioria dos países é contra sua prática, punindo aqueles que agem mesmo em situação humanitária, abreviando o sofrimento indesejado de um enfermo. Também as religiões se mostram contrárias a ela, por acreditarem que apenas Deus dá a vida e pode tirá-la. No livro Após a Tempestade, Joanna de Ângelis define a eutanásia como algo puramente material. “É uma prática nefanda que testemunha a predominância do conceito materialista sobre a vida, que vê apenas a matéria e suas implicações imediatas em detrimento das realidades espirituais, refletindo também a soberania do primitivismo animal na constituição emocional do homem”, afirma.
Já aqueles que são favoráveis à eutanásia dizem agir em nome do paciente em fase terminal, caracterizado por um quadro clínico irreversível, horríveis dores e sofrimentos, dando a impressão de que somente a morte é o caminho para livrá-lo de seu padecimento. O argumento dos utilitaristas é que um paciente em fase terminal custa muito caro para o governo e que esse dinheiro poderia ser destinado para curar pessoas com possibilidades de retorno à vida normal. Mas o que é caro para o Estado? Na verdade, nos dias de hoje, esse tipo de argumento não se sustenta diante do uso indevido dos recursos por parte do poder público, desviando-os para fins particulares ou gerando escândalos e mais escândalos.
Na sociedade em que vivemos, temos responsabilidades com nossos semelhantes. Portanto, cabe ao Estado a responsabilidade pela administração do dinheiro público e a conseqüente má gestão dele, não aos cidadãos, pois a péssima utilização dos recursos recai sobre as pessoas que pagam com a vida a prática de atos indignos por parte de outras. Negar um tratamento digno ao doente terminal devido à escassez de recursos em favor de pesquisas para salvar vidas é uma incoerência diante da realidade.

Valorização da vida
Em um artigo publicado em 1999 no jornal National Post, da cidade de Toronto, Canadá, Mark Pickup, paciente crônico de esclerose múltipla progressiva há 15 anos, mostrou toda a sua preocupação com a baixa estima que deficientes têm por parte de seus concidadãos. Segundo seu relato, quando soube das conseqüências de sua doença, ou seja, que sua visão se debilitaria, pernas e braços se atrofiariam, a capacidade de falar seria perdida, teria incontinência urinária, experimentaria um contínuo esgotamento, sofreria períodos em que a capacidade de pensar seria obscurecida e não poderia confiar em suas opiniões, concluiu que não teria qualidade de vida nessa existência, somente terror.
“Nos primeiros dias, meses e anos de minha doença, minha família me apoiou. Para eles, eu era valioso, inclusive quando eu mesmo duvidava disso. Se não tivessem agido dessa forma, eu poderia ter agradecido a visita de Jack Kevorkian. Se alguém me dissesse que minha carreira terminaria aos 37 anos, eu me desesperaria, como de fato aconteceu quando chegou o momento. Felizmente, muitos destes sintomas aterrorizantes diminuiram, agora me movimento com muletas e disponho de um veículo adaptado para as minhas necessidades. Não trabalho há nove anos, mas minha vida tem qualidade. Para quê? Para amar, ser amado, valorizado e acreditar que posso contribuir com algo para a comunidade”, explicou.
A história de Mark Pickup demonstra que ele valoriza a vida, vencendo os obstáculos que lhe são colocados no caminho e seguindo sua caminhada evolutiva através dos espinhos. Felizmente, esta é uma atitude corajosa, pois abreviar as dores por meio de uma morte “digna” não contribui para o crescimento espiritual. “Na sociedade, existe uma corrente subterrânea de hostilidade contra a vida humana imperfeita”, disse Pickup em seu artigo, perguntando mais adiante: “Aceita a eutanásia, o que o doente incurável ou incapacitado pode esperar”?
No Canadá, existe uma política de duas medidas, ou seja, uma pessoa que tem uma tendência suicida recebe toda a ajuda necessária, inclusive tratamento psiquiátrico, até que a crise passe, a fim de melhorar sua auto-estima para viver com dignidade, mas quando se trata de um doente incurável ou um deficiente, a discussão é em torno da “morte digna”, da liberdade de escolher o próprio fim. Em seu artigo, após indagar sobre a razão dessa diferença, Mark Pickup afirmou ser valioso “tanto quanto a pessoa sadia que deseja se suicidar, mesmo que não me valorize ou deixe de ser amado pelos outros”.
Já no Brasil, há poucos hospitais e associações cujo objetivo é oferecer o apoio necessário tanto para o doente terminal como aos seus familiares, a fim de que possam lidar melhor com a morte. Na verdade, trata-se de um procedimento paliativo, no qual o paciente recebe a ajuda de psicólogos, médicos, enfermeiros e assistentes sociais.

A reação dos pacientes terminais
O comportamento de uma pessoa que recebe a notícia de uma doença fatal é bastante imprevisível. Sabe-se que a primeira coisa que vem à mente dela é o torpor pela morte, o medo toma conta, começando a indagar a Deus coisas como “por que eu”? A família sofre, mas deve continuar firme ao lado do enfermo, pois como explica Joanna de Ângelis em Após a Tempestade, “as pessoas que se vinculam a eles na condição de pais, cônjuges, irmãos ou amigos também são partícipes dos dramas e tragédias do passado, responsáveis diretos ou inconscientes que ora se reabilitam, devendo lhes estender mãos generosas, auxílio fraterno ou, ao menos, migalhas de amor”.
As várias pesquisas realizadas com pacientes em estado terminal revelam dados interessantes, como, por exemplo, o fato da maioria deles admitir a possibilidade de existir vida após a morte. Outro ponto relevante é que muitas pessoas nesse estado se sentem culpadas ou com remorso por deixarem algum assunto mal resolvido ou não terem se reconciliado com quem se desentenderam.
Em seu livro Sobre a Morte e o Morrer, a psiquiatra suíça Elisabeth Kübler-Ross explica que os pacientes próximos do desencarne passam por cinco estágios. O primeiro é o da negação, quando não aceitam a idéia de morrer, passam a ignorar o diagnóstico médico e tentam manter sua vida normal. No segundo, quando se confirma a doença, passam a ter raiva de Deus e de todos, vindo a pergunta de sempre (por que eu?), além de passarem a ter inveja de pessoas sadias e reclamarem dos familiares que não os consideram. Depois, vem o estágio da barganha, quando começam a fazer promessas para Deus com o intuito de obter a cura, fase na qual seus espíritos estão mais tranqüilos e amistosos com os que lhes cercam. No quarto estágio, vem a depressão, muitas vezes, coincidente com o agravamento do estado de saúde ou a frustração com um novo tratamento.  Por fim, vem a aceitação, quando, fisicamente debilitados, os pacientes se isolam, aceitam a idéia do fim e sentem remorso pelo que deixaram de fazer, tendo a sensação de derrota e impotência apesar de estarem mais saudáveis emocionalmente. A luta pela vida cessou e deu lugar à resignação.
Diante dessa realidade, abre-se espaço para o surgimento de pessoas como o médico norte-americano Jack Kevorkian, que responde pelo falecimento de 130 pacientes terminais. Em 1989, ele criou o primeiro aparelho para praticar a morte rápida, batizado de Tanatron, palavra originária do grego que significa “máquina da morte”. Com ele, aplicam-se doses altíssimas de analgésicos, seguidas por fortes dosagens de relaxantes musculares e soluções de potássio, que interrompem o funcionamento do sistema cardiorrespiratório. O processo era indolor e a máquina deixava o médico em posição cômoda, pois eram os próprios pacientes que abriam a válvula para injetar os medicamentos mortais.
Em 1998, Kevorkian operou os instrumentos da morte para Thomas Youk, que tinha 52 anos e sofria de um tipo de esclerose conhecida como Mal de Lou Gehrig, depois que ele assinou uma declaração formal na qual dizia que não desejava mais viver. Sua morte foi filmada pelo médico e mostrada nos Estados Unidos pela rede de televisão CBS, imagens que, depois, serviram de base para as autoridades judiciais do estado de Michigan abrirem um processo por homicídio, o quinto no país desde 1990, contra o “Doutor Morte”, como Kevorkian era conhecido. Julgado, foi condenado a cumprir 25 anos de prisão na penitenciária de Pontiac.

Impossibilidade reversível
Entretanto, não se pode esquecer que o mundo dá voltas e o que parece impossível hoje torna-se perfeitamente factível amanhã. “No que tange aos enfermos ditos irrecuperáveis, convém considerar que doenças ontem detestáveis e incuráveis são hoje um capítulo superado pelo triunfo de homens-sacerdotes da ciência médica, que a enobrecem pelo contributo que suas vidas oferecem para o benefício da humanidade. Sempre há, pois, a possibilidade de amanhã se conseguir a vitória sobre a enfermidade irreversível de hoje”, explica Joanna de Ângelis.
Segundo ela, espíritos missionários reencarnam diariamente com esse objetivo, impulsionando o progresso, descobertas e conquistas superiores para a vida e se tornando uma poderosa fonte de esperança e conforto para todos aqueles que sofrem com suas enfermidades. E acrescenta: “Portanto, cada minuto em qualquer vida é precioso para o espírito em resgate abençoado. Quantas resoluções nobres, decisões felizes ou atitudes desditosas ocorrem em um simples relance, um instante”? Temos aqui considerações importantes, que abrem a possibilidade de refletirmos melhor sobre as reais necessidades de aplicação da eutanásia em pacientes terminais e as posteriores implicações desse ato.
Revista Cristã de Espiritismo, edição 20.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

CONJEB,EMECGRAN E EMESC

QUERIDOS COMPANHEIROS,
Estão definidos os
TEMAS DOS ENCONTROS ANUAIS DA SEXTA REGIÃO:

- XXIII CONJEB (Confraternização das Juventudes Espíritas de Bangu): "Querer...saber...amar"

- XXII EMECGRAN (Encontro das Mocidades Espíritas de Campo Grande): "SEJA DIFERENTE: Espiritismo, família e dependências"
- XXII EMESC (Encontro das Mocidades Espíritas de Santa Cruz): "Quem sabe pode muito. Quem ama, pode mais"

Em
breve as inscrições estarão disponíveis. Vamos prestigiar os Encontros
da nossa querida 6ª Região, trabalhando, confraternizando e fazendo
novos amigos.

EMEERJ 2011 - Vamos Participar!!!

EMEERJ 2011 – Inscrições abertas!


Estão abertas as inscrições para o Encontro das Mocidades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro (Emeerj) do Reunir IV, que se realizará no dia 12 de junho de 2011 na cidade de Belford Roxo – RJ.

O Reunir IV é uma divisão administrativa do Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro (CEERJ) que compreende os municípios da baixada fluminense: Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis, Belford Roxo, São João de Meriti, Duque de Caxias e Magé, juntamente com as cidades serranas de Petrópolis e São Jose do Vale do Rio Preto, historicamente unidos pelos laços fraternais do movimento espírita. Nesta região estão os CEU 2, 3, 4, 6, 7, 9, 10 e 11, além dos polos de Comeerj II, V e XV, os dois últimos nascidos do polo II e por isso ligados por profundos laços de amizade.

O Emeerj é uma confraternização de toda essa região que tem um passado de trabalho em conjunto e que, nesta ocasião, permite que revivamos as alegrias que os nossos antepassados vivenciaram nesta convivência fraterna.

Por isso, o encontro é imperdível!

Para participar basta:

  • preencher a ficha de inscrição,

  • recolher as assinaturas necessárias

  • pagar a taxa de inscrição de R$ 10,00 até o dia 15 de maio de 2011.

* Os menores de 18 anos precisam da autorização de um responsável legal e da cópia da identidade do mesmo.

Converse com o coordenador da mocidade!

domingo, 17 de abril de 2011

Transfiguração



O médium em transe mediúnico sofre um apagamento de seus traços fisionômicos e aparece a fisionomia da entidade comunicante.
O que parece ocorrer é o seguinte:
Há uma exteriorização do perispírito do médium além dos limites de seu corpo físico. Ocorre, por mecanismos de afinidades, uma sintonia do perispírito da entidade que deverá se comunicar. Forma-se uma atmosfera psíquica perispiritual comum entre o médium e a entidade. Através desta atmosfera perispirítica comum há uma simbiose de pensamentos, sentimentos e sensações de ambos. Em seguida, as moléculas do perispírito do médium sofrem uma condensação, formando uma névoa brumosa em torno do médium, escondendo os seus traços fisionômicos. Por mecanismos telepáticos, o médium recebe as impressões fisionômicas da entidade comunicante e o próprio psiquismo do médium impressiona o seu perispírito com os traços fisionômicos da entidade comunicante, dando a impressão ilusória de que a entidade entrou no corpo do médium. Este fenômeno é bastante raro.
Fenômeno ainda mais raro é quando o médium sofre uma transfiguração e com o seu perispírito exteriorizado e as moléculas do mesmo condensadas, permite que se veja o seu estágio evolutivo estampado em seu perispírito.
O estudo do perispírito é muito apaixonante e no conhecimento de sua natureza e propriedades, se encontra a chave que nos permite compreender uma gama enorme de fenômenos biológicos, psiquícos e paranormais.
 Revista Cristã de Espiritismo, edição 25.