E NA BANDEIRA DESFRALDADA DE ISMAEL...DEUS, CRISTO E CARIDADE
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quarta-feira, 16 de novembro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Gêmeos Siameses:"punição, redenção ou libertação"??
Existem alguns casos levados à medicina tradicional que nos impressionam. Qual o motivo da criação de dois seres num mesmo corpo como os gêmeos siameses? Quais são os conflitos e as expiações que estes Espíritos semearam?
O que leva estes indivíduos ficarem encarcerados em um único corpo e por quê?
Estes conflitos só podem ser compreendidos e analisados por uma doutrina reencarnacionista aliada com a ciência terrena para explicar algumas anomalias e monstruosidades que nos surpreendem no espetáculo da vida, em que os atores principais são os Espíritos imortais com capacidade e vontade de progredir perante as leis divinas, ou desorganizar e desarticular essas mesmas leis, ocasionando dor e sofrimento.
Gêmeos siameses ou xifópagos são indivíduos gêmeos que nascem com os corpos grudados ou, até mesmo, com certos órgãos em comum. Tendo duas cabeças pensantes, é que ali estão dois Espíritos habitando uma mesma estrutura física.
Sendo o xifóide o apêndice terminal do osso esterno, encontrado na frente do tórax, onde se ligam as costelas, muitos dos xifópagos pesquisados eram ligados por esta parte do corpo. As uniões físicas podem se concretizar por diversos órgãos ou segmentos corporais, até mesmo, inviabilizando a gestação ou a sobrevivência de ambos os recém-nascidos.
Aos olhos da medicina terrena, os casos de gêmeos siameses traduzem o espetacular capítulo da embriologia, chamado "teratologia", em que se estudam as deformidades e anomalias anatômicas causadas em um único indivíduo ou em dois, existindo várias classificações e subclassificações. Na classificação principal, os "deformes" de eixos corporais paralelos (teratópagos), os em forma de "Y", "Y" invertido e os parasitários.
Os toracópagos são ligados pelo tórax, os esternópagos são ligados pelo osso esterno, os cefalotoracópagos são ligados pela cabeça e tórax, os metópagos são ligados pela face e os pigópagos, que são ligados pelo dorso.
Naqueles que formam um "Y", há uma bifurcação a partir de um ponto do eixo do corpo, isto é, duas cabeças e dois troncos para um par de pernas. Nos "Y" invertidos, há uma cabeça e tronco e pares de membros duplos.
Na categoria dos parasitas, na visão da Doutrina Espírita, é o grupo que merece mais atenção. Um dos indivíduos é atrofiado e parasita o outro, que, em geral, é bem desenvolvido e proporcionado.
É o caso da menina indiana Lakshmi Tatma, que tem dois anos e, segundo os especialistas que a atendem em um hospital de Bangalore, era ligada pela pelve a uma gêmea siamesa que não se desenvolveu completamente.
Mais de trinta cirurgiões trabalharam em turnos para separar a coluna vertebral e os rins de Lakshmi daqueles de sua irmã. Em seguida, fecharam a cavidade pélvica da menina, reposicionando a bexiga e os órgãos genitais, e colocando enxertos de pele sobre os locais onde ficavam os membros retirados.
Analisando à luz da Doutrina Espírita, são dois Espíritos ligados pelo ódio extremo ou por afinidade, comparsas que comungaram das mesmas idéias, pensamentos e sentimentos, gerando uma simbiose negativa entre os dois. Ambos foram alimentando-se da mesma energia produzida, e às vezes foram séculos vivendo neste circuito repetitivo, a idéia fixa e a transformação dos seus corpos perispirituais numa única massa, perdendo a individualidade dos seus corpos temporariamente.
Foram várias reencarnações compartilhando e atraindo como imã as formas de pensamento, nutrindo-se da mesma sintonia vibratória, o que fundiu seus corpos espirituais como o aço derretido, tornando-se, muitas vezes, algo indefinido e sem forma, e que acabam renascendo nestas condições deploráveis, não pelo próprio livre-arbítrio ou por castigo do Criador, mas por uma espécie de determinismo originado na própria lei de causa e efeito.
Estes Espíritos, agora, unidos por algo em comum e ligados pelo perispírito, projetam no novo corpo físico, muitas vezes pela reencarnação compulsória, através do corpo espiritual, as lesões que danificaram, destruíram e desorganizaram os átomos, as moléculas, as células e até seus órgãos que fazem parte da constituição dos seus perispíritos, moldando o novo corpo físico de acordo com as impressões gravadas em suas consciências, gerando a ligação material pela pele ou por algum órgão vital, denominando-se gêmeos siameses.
Os Espíritos se unem ao corpo espiritual da futura mãe e depois se ligam ao fluido vital do óvulo, ocorrendo a fecundação; o óvulo fecundado (zigoto), sob a influência de duas energias espirituais diferentes, tende a se bipartir. No início da fecundação, quando o zigoto inicia seu desenvolvimento, há pela presença de dois Espíritos a divisão em duas células que desenvolverão dois organismos filhos.
Nos casos normais, quando existem dois Espíritos unidos ao zigoto (óvulo fecundado), o processo da separação determina o surgimento de gêmeos univitelinos (idênticos). Nos gêmeos xifópagos, eles ficam unidos na fase da gestação, formando a união física entre os dois corpos e podendo a ligação ser por órgãos vitais, dificultando a cirurgia médica para separar os corpos.
O Dr. Ricardo Di Bernardi diz que, se a troca de energias desequilibradas for profunda e principalmente na parte intelectual, ocorre um intenso desequilíbrio dos centros de força perispiritual coronário de ambos. Esta fusão energética pode formar como modelador de uma única cabeça para dois troncos (Y invertido). Quando a desarmonização acontece nos sentimentos, haveria o envolvimento dos centros de força cardíaco e gástrico, e formaria gêmeos xifópagos "Y", ligados ao tórax.
Invertendo as posições, através da reencarnação, obsedado e obsessor revezam os papéis, ora um se torna o algoz, ora se torna a vítima. Tanto no plano físico como no plano espiritual, atraídos sempre pelo ódio e o desejo de vingança, como pela afinidade nas mesmas atitudes, sonhos e ideais, acabam encontrando-se em circunstâncias difíceis e dramáticas, obrigando-os a compartilhar do mesmo sangue vital, do mesmo alimento e do ar que respiram. Em muitos casos não existe a possibilidade de reabilitação, a curto ou mesmo em médio prazo, de resolver estas uniões para a recuperação psíquica e emocional dos envolvidos. Quanto mais se prendem nesta obsessão, a energia gerada entre ambos se alastra, chegando a uma situação gravíssima de comprometimento do corpo espiritual (perispírito) das duas criaturas. Somente a reencarnação ajuda anestesiar temporariamente estas consciências transtornadas, o que poderá servir de incentivo regenerador na construção da real trajetória.
Esta expiação, também, serve para os pais que participaram de um modo ou de outro da queda destas almas; os vínculos do passado levam a vivenciar esta difícil experiência, sendo que ninguém é vítima do acaso ou de uma lei injusta e arbitrária.
A formação de uma nova família, atraídos pelas mesmas afinidades e sintonia energética, é o despertar das leis divinas operando em nossas vidas a lei natural de causa e efeito.
Estes Espíritos retornam juntos e unidos pelo mesmo corpo físico. Não conseguem se separar, ligados por laços extrafísicos que se manifestarão pela união biológica.
O sofrimento e as dificuldades por causa das limitações físicas e as dores morais do convívio compulsório, da exposição à curiosidade pública e as energias deletérias encharcadas em seus corpos espirituais serão expurgadas vagarosamente no corpo físico. A trajetória destes dois Espíritos num mesmo corpo criará, ao longo do caminho, laços de amizade e carinho, despertando sentimentos de amor, de compreensão, e será o início da regeneração pelo amor e pelo perdão.
Terão que lapidar suas almas e as tendências inferiores que cada um possui, revivendo em seus íntimos o evangelho simbolizado na prática da caridade, começando entre eles no exercício do amor restaurador. Dependerão somente de seus esforços, sendo orientados pelos bons Espíritos e amparados pela família no carinho e zelo dos pais, formando um novo caráter edificado na transformação de suas personalidades, reeditando as suas memórias perispirituais na projeção de novos corpos sadios e na liberdade construída nas dores e no sofrimento físico.
Eduardo Augusto Lourenço
O que leva estes indivíduos ficarem encarcerados em um único corpo e por quê?
Estes conflitos só podem ser compreendidos e analisados por uma doutrina reencarnacionista aliada com a ciência terrena para explicar algumas anomalias e monstruosidades que nos surpreendem no espetáculo da vida, em que os atores principais são os Espíritos imortais com capacidade e vontade de progredir perante as leis divinas, ou desorganizar e desarticular essas mesmas leis, ocasionando dor e sofrimento.
Gêmeos siameses ou xifópagos são indivíduos gêmeos que nascem com os corpos grudados ou, até mesmo, com certos órgãos em comum. Tendo duas cabeças pensantes, é que ali estão dois Espíritos habitando uma mesma estrutura física.
Sendo o xifóide o apêndice terminal do osso esterno, encontrado na frente do tórax, onde se ligam as costelas, muitos dos xifópagos pesquisados eram ligados por esta parte do corpo. As uniões físicas podem se concretizar por diversos órgãos ou segmentos corporais, até mesmo, inviabilizando a gestação ou a sobrevivência de ambos os recém-nascidos.
Aos olhos da medicina terrena, os casos de gêmeos siameses traduzem o espetacular capítulo da embriologia, chamado "teratologia", em que se estudam as deformidades e anomalias anatômicas causadas em um único indivíduo ou em dois, existindo várias classificações e subclassificações. Na classificação principal, os "deformes" de eixos corporais paralelos (teratópagos), os em forma de "Y", "Y" invertido e os parasitários.
Os toracópagos são ligados pelo tórax, os esternópagos são ligados pelo osso esterno, os cefalotoracópagos são ligados pela cabeça e tórax, os metópagos são ligados pela face e os pigópagos, que são ligados pelo dorso.
Naqueles que formam um "Y", há uma bifurcação a partir de um ponto do eixo do corpo, isto é, duas cabeças e dois troncos para um par de pernas. Nos "Y" invertidos, há uma cabeça e tronco e pares de membros duplos.
Na categoria dos parasitas, na visão da Doutrina Espírita, é o grupo que merece mais atenção. Um dos indivíduos é atrofiado e parasita o outro, que, em geral, é bem desenvolvido e proporcionado.
É o caso da menina indiana Lakshmi Tatma, que tem dois anos e, segundo os especialistas que a atendem em um hospital de Bangalore, era ligada pela pelve a uma gêmea siamesa que não se desenvolveu completamente.
Mais de trinta cirurgiões trabalharam em turnos para separar a coluna vertebral e os rins de Lakshmi daqueles de sua irmã. Em seguida, fecharam a cavidade pélvica da menina, reposicionando a bexiga e os órgãos genitais, e colocando enxertos de pele sobre os locais onde ficavam os membros retirados.
Analisando à luz da Doutrina Espírita, são dois Espíritos ligados pelo ódio extremo ou por afinidade, comparsas que comungaram das mesmas idéias, pensamentos e sentimentos, gerando uma simbiose negativa entre os dois. Ambos foram alimentando-se da mesma energia produzida, e às vezes foram séculos vivendo neste circuito repetitivo, a idéia fixa e a transformação dos seus corpos perispirituais numa única massa, perdendo a individualidade dos seus corpos temporariamente.
Foram várias reencarnações compartilhando e atraindo como imã as formas de pensamento, nutrindo-se da mesma sintonia vibratória, o que fundiu seus corpos espirituais como o aço derretido, tornando-se, muitas vezes, algo indefinido e sem forma, e que acabam renascendo nestas condições deploráveis, não pelo próprio livre-arbítrio ou por castigo do Criador, mas por uma espécie de determinismo originado na própria lei de causa e efeito.
Estes Espíritos, agora, unidos por algo em comum e ligados pelo perispírito, projetam no novo corpo físico, muitas vezes pela reencarnação compulsória, através do corpo espiritual, as lesões que danificaram, destruíram e desorganizaram os átomos, as moléculas, as células e até seus órgãos que fazem parte da constituição dos seus perispíritos, moldando o novo corpo físico de acordo com as impressões gravadas em suas consciências, gerando a ligação material pela pele ou por algum órgão vital, denominando-se gêmeos siameses.
Os Espíritos se unem ao corpo espiritual da futura mãe e depois se ligam ao fluido vital do óvulo, ocorrendo a fecundação; o óvulo fecundado (zigoto), sob a influência de duas energias espirituais diferentes, tende a se bipartir. No início da fecundação, quando o zigoto inicia seu desenvolvimento, há pela presença de dois Espíritos a divisão em duas células que desenvolverão dois organismos filhos.
Nos casos normais, quando existem dois Espíritos unidos ao zigoto (óvulo fecundado), o processo da separação determina o surgimento de gêmeos univitelinos (idênticos). Nos gêmeos xifópagos, eles ficam unidos na fase da gestação, formando a união física entre os dois corpos e podendo a ligação ser por órgãos vitais, dificultando a cirurgia médica para separar os corpos.
O Dr. Ricardo Di Bernardi diz que, se a troca de energias desequilibradas for profunda e principalmente na parte intelectual, ocorre um intenso desequilíbrio dos centros de força perispiritual coronário de ambos. Esta fusão energética pode formar como modelador de uma única cabeça para dois troncos (Y invertido). Quando a desarmonização acontece nos sentimentos, haveria o envolvimento dos centros de força cardíaco e gástrico, e formaria gêmeos xifópagos "Y", ligados ao tórax.
Invertendo as posições, através da reencarnação, obsedado e obsessor revezam os papéis, ora um se torna o algoz, ora se torna a vítima. Tanto no plano físico como no plano espiritual, atraídos sempre pelo ódio e o desejo de vingança, como pela afinidade nas mesmas atitudes, sonhos e ideais, acabam encontrando-se em circunstâncias difíceis e dramáticas, obrigando-os a compartilhar do mesmo sangue vital, do mesmo alimento e do ar que respiram. Em muitos casos não existe a possibilidade de reabilitação, a curto ou mesmo em médio prazo, de resolver estas uniões para a recuperação psíquica e emocional dos envolvidos. Quanto mais se prendem nesta obsessão, a energia gerada entre ambos se alastra, chegando a uma situação gravíssima de comprometimento do corpo espiritual (perispírito) das duas criaturas. Somente a reencarnação ajuda anestesiar temporariamente estas consciências transtornadas, o que poderá servir de incentivo regenerador na construção da real trajetória.
Esta expiação, também, serve para os pais que participaram de um modo ou de outro da queda destas almas; os vínculos do passado levam a vivenciar esta difícil experiência, sendo que ninguém é vítima do acaso ou de uma lei injusta e arbitrária.
A formação de uma nova família, atraídos pelas mesmas afinidades e sintonia energética, é o despertar das leis divinas operando em nossas vidas a lei natural de causa e efeito.
Estes Espíritos retornam juntos e unidos pelo mesmo corpo físico. Não conseguem se separar, ligados por laços extrafísicos que se manifestarão pela união biológica.
O sofrimento e as dificuldades por causa das limitações físicas e as dores morais do convívio compulsório, da exposição à curiosidade pública e as energias deletérias encharcadas em seus corpos espirituais serão expurgadas vagarosamente no corpo físico. A trajetória destes dois Espíritos num mesmo corpo criará, ao longo do caminho, laços de amizade e carinho, despertando sentimentos de amor, de compreensão, e será o início da regeneração pelo amor e pelo perdão.
Terão que lapidar suas almas e as tendências inferiores que cada um possui, revivendo em seus íntimos o evangelho simbolizado na prática da caridade, começando entre eles no exercício do amor restaurador. Dependerão somente de seus esforços, sendo orientados pelos bons Espíritos e amparados pela família no carinho e zelo dos pais, formando um novo caráter edificado na transformação de suas personalidades, reeditando as suas memórias perispirituais na projeção de novos corpos sadios e na liberdade construída nas dores e no sofrimento físico.
Eduardo Augusto Lourenço
Os Tormentos Voluntários
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O homem está incessantemente à procura da felicidade, que lhe escapa a todo instante, porque a felicidade sem mescla não existe na Terra. Entretanto, apesar das vicissitudes que formam o inevitável cortejo desta vida, dele poderia pelo menos gozar de uma felicidade relativa. Ma ele a procura nas coisas perecíveis, sujeitas às mesmas vicissitudes, ou seja, nos gozos materiais, em vez de buscá-la nos gozos da alma, que constituem uma antecipação das imperecíveis alegrias celestes. Em vez de buscar a paz do coração, única felicidade verdadeira neste mundo, ele procura com avidez tudo o que pode agitá-lo e perturbá-lo. E, coisa curiosa, parece criar de propósito os tormentos, que só a ele cabia evitar.
Haverá maiores tormentos que os causados pela inveja e o ciúme? Para o invejoso e o ciumento não existe repouso: sofrem ambos de uma febre incessante. As posses alheias lhes causam insônias; os sucessos dos rivais lhes provocam vertigens; seu único interesse é o de eclipsar os outros; toda a sua alegria consiste em provocar, nos insensatos como eles, a cólera do ciúme. Pobres insensatos, com efeito, que não se lembram de que, talvez amanhã, tenham de deixar todas as futilidades, cuja cobiça lhes envenena a vida! Não é a eles que se aplicam estas palavras: “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados”, pois os seus cuidados não têm compensação no céu.
Quantos tormentos, pelo contrário, consegue evitar aquele que sabe contentar-se com o que possui, que vê sem inveja o que não lhe pertence, que não procura parecer mais do que é! Está sempre rico, pois, se olha para baixo, em vez de olhar para cima de si mesmo, vê sempre os que possuem menos do que ele. Está sempre calmo, porque não inventa necessidades absurdas, e a calma em meio das tormentas da vida não será uma felicidade?
Evangelho segundo o Espiritismo
pelo espírito Fénelon
A Casa de Hóspedes
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O ser humano é uma casa de hóspedes.
Toda manhã uma nova chegada.
A alegria, a depressão, a falta de sentido, como visitantes inesperados.
Receba e entretenha a todos
Mesmo que seja uma multidão de dores
Que violentamente varrem sua casa e tira seus móveis.
Ainda assim trate seus hóspedes honradamente.
Eles podem estar te limpando
para um novo prazer.
O pensamento escuro, a vergonha, a malícia,
encontre-os à porta rindo.
Agradeça a quem vem,
porque cada um foi enviado
como um guardião do alémA
Rumi .
Toda manhã uma nova chegada.
A alegria, a depressão, a falta de sentido, como visitantes inesperados.
Receba e entretenha a todos
Mesmo que seja uma multidão de dores
Que violentamente varrem sua casa e tira seus móveis.
Ainda assim trate seus hóspedes honradamente.
Eles podem estar te limpando
para um novo prazer.
O pensamento escuro, a vergonha, a malícia,
encontre-os à porta rindo.
Agradeça a quem vem,
porque cada um foi enviado
como um guardião do alémA
Rumi .
Perante Os Sonhos
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” — Paulo. (II TIMÓTEO, 2:23.)LIVRO CONDUTA ESPÍRITACHICO XAVIER POR ANDRÉ LUIZ
A Luta Contra o Mal
A palavra “diabo” era então compreendida na sua justa acepção. Segundo o sentido exato da expressão, era ele o adversário do bem, simbolizando o termo, dessa forma, todos os maus sentimentos que dificultavam o acesso das almas à aceitação da Boa Nova e todos os homens de vida perversa, que contrariavam os propósitos da existência pura, que deveriam caracterizar as atividades dos adeptos do Evangelho.
Dentre os companheiros do Messias, Tadeu era o que mais se deixava impressionar por aquelas cenas dolorosas. Aguçavam-lhe, sobremaneira, a curiosidade de homem os gritos desesperados dos espíritos malfazejos, que se afastavam de suas vitimas sob a amorosa determinação do Mestre Divino. Quando os pobres obsidiados deixavam escapar um suspiro de alívio, Tadeu volvia os olhos para Jesus, maravilhado de seus feitos.
Certo dia em que o Senhor se retirara, com Tiago e João, para os lados de Cesaréia de Filipe, uma pobre demente lhe foi trazida, a fim de que ele, Tadeu, anulasse a atuação dos Espíritos perturbadores que a subjugavam. Entretanto, apesar de todos os esforços de sua boa-vontade, Tadeu não conseguiu modificar a situação. Somente no dia imediato, ao anoitecer, na presença confortadora do Messias, foi possível à infeliz dementada recuperar o senso de si mesma.
Observando o fato, Tadeu caiu em sério e profundo cismar. Por que razão o Mestre não lhes transmitia, automaticamente, o poder de expulsar os demônios malfazejos, para que pudessem dominar os adversários da causa divina? Se era tão fácil a Jesus a cura integral dos endemoninhados, por que motivo não provocava ele de vez a aproximação geral de todos os inimigos da luz, a fim de que, pela sua autoridade, fossem definitivamente convertidos ao reino de Deus? Com o cérebro torturado por graves cogitações e sonhando possibilidades maravilhosas para que cessassem todos os combates entre os ensinamentos do Evangelho e os seus inimigos, o discípulo inquieto procurou avistar-se particularmente com o Senhor, de modo a expor-lhe com humildade suas idéias íntimas.
*
Numa noite tranqüila, depois de lhe escutar as ponderações, perguntou-lhe Jesus, em tom austero:
– Tadeu, qual o principal objetivo das atividades de tua vida?
Como se recebesse uma centelha de inspiração superior, respondeu o discípulo com sinceridade:
– Mestre, estou procurando realizar o reino de Deus no coração.
– Se procuras semelhante realidade, por que a reclamas no adversário em primeiro lugar? Seria justo esqueceres as tuas próprias necessidades nesse sentido? Se buscamos atingir o infinito da sabedoria e do amor em Nosso Pai, indispensável se faz reconheçamos que todos somos irmãos no mesmo caminho!...
– Senhor, os espíritos do mal são também nossos irmãos? – inquiriu, admirado, o apóstolo.
– Toda a criação é de Deus. Os que vestem a túnica do mal envergarão um dia a da redenção pelo bem. Acaso, poderias duvidar disso? O discípulo do Evangelho não combate propriamente o seu irmão, como Deus nunca entra em luta com seus filhos; aquele apenas combate toda manifestação de ignorância, como o Pai que trabalha incessantemente pela vitória do seu amor, junto da humanidade inteira.
– Mas, não seria justo – ajuntou o discípulo, com certa convicção – convocarmos todos os gênios malfazejos para que se convertessem à verdade dos céus?
O Mestre, sem se surpreender com essa observação, disse:
– Por que motivo não procede Deus assim?... Porventura, teríamos nós uma substância de amor mais sublime e mais forte que a do seu coração paternal? Tadeu, jamais olvidemos o bom combate. Se alguém te convoca ao labor ingrato da má semente, não desdenhes a boa luta pela vitória do bem, encarando qualquer posição difícil como ensejo sagrado para revelares a tua fidelidade a Deus. Abraça sempre o teu irmão. Se o adversário do reino te provoca ao esclarecimento de toda a verdade, não desprezes a hora de trabalhar pela vitória da luz; mas segue o teu caminho no mundo atento aos teus próprios deveres, pois não nos consta que Deus abandonasse as suas atividades divinas para impor a renovação moral dos filhos ingratos, que se rebelaram na sua casa. Se o mundo parece povoar-se de sombras, é preciso reconhecer que as leis de Deus são sempre as mesmas, em todas as latitudes da vida.
É indispensável meditar na lição de Nosso Pai e não estacionar a meio do caminho que percorremos. Os inimigos do reino se empenham em batalhas sangrentas? Não olvides o teu próprio trabalho. Padecem no inferno das ambições desmedidas? Caminha para Deus. Lançam a perseguição contra a verdade? Tens contigo a verdade divina que o mundo não te poderá roubar, nunca. Os grandes patrimônios da vida não pertencem às forças da Terra, mas às do Céu. O homem, que dominasse o mundo inteiro com a sua força, teria de quebrar a sua espada sangrenta, ante os direitos inflexíveis da morte. E, além desta vida, ninguém te perguntará pelas obrigações que tocam a Deus, mas, unicamente, pelo mundo interior que te pertence a ti mesmo, sob as vistas amoráveis de Nosso Pai.
Que diríamos de um rei justo e sábio que perguntasse a um só de seus súditos pela justiça e pela sabedoria do reino inteiro? Entretanto, é natural que o súdito seja inquirido acerca dos trabalhos que lhe foram confiados, no plano geral, sendo também justo se lhe pergunte pelo que foi feito de seus pais, de sua companheira, de seus filhos e irmãos. Andas assim tão esquecido desses problemas fáceis e singelos? Aceita a luta, sempre que fores julgado digno dela e não te esqueças, em todas as circunstâncias, de que construir é sempre melhor.
Tadeu contemplou o Mestre, tomado de profunda admiração. Seus esclarecimentos lhe caíam no espírito como gotas imensas de uma nova luz.
– Senhor – disse ele –, vossos raciocínios me iluminam o coração; mas, terei errado externando meus sentimentos de piedade pelos espíritos malfazejos? Não devemos, então, convocá-los ao bom caminho?
– Toda intenção excelente – redargüiu Jesus – será levada em justa conta no céu, mas precisamos compreender que não se deve tentar a Deus. Tenho aceitado a luta como o Pai ma envia e tenho esclarecido que a cada dia basta o seu trabalho. Nunca reuni o colégio dos meus companheiros para provocar as manifestações dos que se comprazem na treva; reuni-os, em todas as circunstâncias e oportunidades, suplicando para o nosso esforço a inspiração sagrada do Todo-Poderoso. O adversário é sempre um necessitado que comparece ao banquete das nossas alegrias e, por isso, embora não o tenha convocado, convidando somente os aflitos, os simples e os de boa-vontade, nunca lhe fechei as portas do coração, encarando a sua vinda como uma oportunidade de trabalho, de que Deus nos julga dignos.
O apóstolo humilde sorriu, saciado em sua fome de conhecimento, porém acrescentou, preocupado com a impossibilidade em que se via de atender eficazmente à vítima que o procurara:
– Senhor, vossas palavras são sempre sábias; entretanto, de que necessitarei para afastar as entidades da sombra, quando o seu império se estabeleça nas almas?!...
– Voltamos, assim, ao início das nossas explicações – retrucou Jesus —, pois, para isso, necessitas da edificação do reino no âmago do teu espírito, sendo este o objetivo de tua vida. Só a luz do amor divino é bastante forte para converter uma alma à verdade. Já viste algum contendor da Terra convencer-se sinceramente tão-só pela força das palavras do mundo? As dissertações filosóficas não constituem toda a realização. Elas podem ser um recurso fácil da indiferença ou uma túnica brilhante, acobertando penosas necessidades. O reino de Deus, porém, é a edificação divina da luz. E a luz ilumina, dispensando os longos discursos. Capacita-te de que ninguém pode dar a outrem aquilo que ainda não possua no coração. Vai! Trabalha sem cessar pela tua grande vitória. Zela por ti e ama a teu próximo, sem olvidares que Deus cuida de todos.
*
Tadeu guardou os esclarecimentos de Jesus, para retirar de sua substância o mais elevado proveito no futuro.
No dia seguinte, desejando destacar, perante a comunidade dos seus seguidores, a necessidade de cada qual se atirar ao esforço silencioso pela sua própria edificação evangélica, o Mestre esclareceu aos seus apóstolos singelos, como se encontra dentro da narrativa de Lucas: – “Quando o espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos, procurando, e não o achando diz: – Voltarei para a casa donde saí; e, ao chegar, acha-a varrida e adornada. Depois, vai e leva mais sete Espíritos piores do que ele, que ali entram e habitam; e o último estado daquele homem fica sendo pior do que o primeiro.”
Então, todos os ouvintes das pregações do lago compreenderam que não bastava ensinar o caminho da verdade e do bem aos Espíritos perturbados e malfazejos; que indispensável era edificasse cada um a fortaleza luminosa e sagrada do reino de Deus, dentro de si mesmo.
Humberto de Campos
Página psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier, constante do cap. 7 do livro Boa Nova.
Amor e Culpa são Excludentes
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“Numa palavra, a ‘deficiência’ lembra-nos da nossa própria fragilidade e vulnerabilidade, e traz-nos de volta para o mundo cotidiano, fazendo-nos acordar do sonho ilusório de uma vida perfeita.” (Juvenal Savian)
Muitos anos se passaram antes que pudesse entender a nocividade da culpa. Embrenhando-me nos lugares vazios da alma, consegui reconhecer a presença de fardos silenciosos, abandonados sob o escuro. Arrisquei e me misturei a eles para entender, na condição de intérprete, o quanto o passado pode nos iludir e aprisionar.
Eu sei. Sentir remorso participa do aprendizado, embora não seja errado errar. Mas o remorso só tem uma função: servir de aviso, ou seja, nos alertar que algo está errado e reivindica correção. Nada mais. Além disso, a culpa, considerada por muitos como um nobre sentimento, pois nascida do remorso, na verdade, é mais apta a nos corroer do que educar.
Uma vida boa exige trabalho árduo e inspiração. Mas, com um mínimo de reflexão, logo reconhecemos que as lembranças brutas, enraizadas nas culpas, podem colapsar a razão e atrasar o processo evolutivo. Com isso, liberar-se do status de culpado é requisito essencial para a transformação de algo menor (sentimento de inércia) em algo maior (força criativa). Isso é pessoal e necessita ser realizado para que o entusiasmo e a gratidão pela vida tomem lugar no existir.
Para ver o mundo pelos olhos de um aprendiz, temos que cultivar o descostume do julgamento, desembaraçar-se das concepções obtusas da realidade e, com isso, vencer o comportamento neurótico, adestrado para medir, avaliar, condenar.
Uma atitude que dialoga com o erro ajuda o indivíduo a investir no cuidado com a alma e com a vida de relação. Ainda, essa atitude pressupõe abrir mão do hábito antigo de castigar-se para, em outra direção, admitir os próprios erros e seguir em frente procurando melhorar.
Em certo sentido, e não seria ousado dizer isso, o mundo se modifica sempre que um de nós expande a consciência e se trata com mais bondade. Com isso, o trabalho individual depende da aceitação de um fato simples: não somos coerentes e pôr uma etiqueta moral de ruindade em nós mesmos só serve para retardar nosso caminhar. Logo, não conheço ninguém que consiga respeitar seu próximo sem antes se respeitar, o que exige amor próprio em primeiro lugar.
A mudança é a base da existência. E todos nós passamos pelo processo de evolução e diferenciação; se cometemos equívocos, são eles que servirão de matéria-prima para os acertos futuros. Logo, perdoe-se, seja indulgente com aqueles que não têm consciência e acredite: o ato de ser gentil (com si próprio e com o outro) dá significado precioso à vida.
Além do mais, “os agoras” são sempre convites a uma interpretação amorosa da realidade, porém somente se alinhada a uma regra simples: viva a vida com o coração aberto, pois é dele que o amor e as alegrias são emanados – sentimentos felizes que nos possibilitam celebrar a existência para, em lugar de maldizê-la, abençoar a si mesmo e aquele que passa.
Eugênia Pickina
Emmanuel e Jesus
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Das águas mansas do lago de Genesaré parecia-lhe emanar suavíssimos perfumes, casando-se deliciosamente ao aroma agreste da folhagem.
Sofrimentos Morais
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Se muitas vezes o homem é o causador de seus sofrimentos materiais, também será dos morais?
– Mais ainda, porque os sofrimentos materiais são algumas vezes independentes da vontade; mas o orgulho ferido, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões, enfim, são torturas da alma.A inveja e o ciúme! Felizes aqueles que não conhecem esses dois vermes roedores! Com a inveja e o ciúme não há calma nem repouso possível para aquele que está atacado desses males: os objetos de sua cobiça, seu ódio, seu despeito se dirigem a ele como fantasmas que não lhes dão nenhuma trégua e o perseguem até durante o sono. O invejoso e o ciumento vivem num estado de febre contínua. Será essa uma situação desejável, e não compreendeis que com suas paixões o homem criou para si suplícios voluntários, e que a Terra torna-se para ele um verdadeiro inferno?☼ Várias expressões refletem energicamente os efeitos de certas paixões; diz-se: estar inchado de orgulho, morrer de inveja, secar de ciúme ou de despeito, por ciúmes perder o apetite, etc.; esse quadro não deixa de ser verdadeiro. Algumas vezes o próprio ciúme não tem objetivo determinado. Existem pessoas naturalmente ciumentas de tudo que se eleva e sai do comum, mesmo que não tenham nenhum interesse direto nisso, mas unicamente porque não o podem atingir. Tudo o que parece estar acima do horizonte as ofusca, e se estivessem em maioria na sociedade desejariam reconduzir tudo a seu nível. É o ciúme aliado à mediocridade. O homem é, muitas vezes, infeliz apenas pela importância que dá às coisas deste mundo; é a vaidade, a ambição e a cobiça frustradas que fazem sua infelicidade. Se ele se coloca acima do círculo estreito da vida material, se eleva seus pensamentos ao infinito, que é a sua destinação, as contingências da humanidade lhe parecem, então, mesquinhas e fúteis, como as tristezas de uma criança que se aflige com a perda de um brinquedo que representava sua felicidade suprema. Aquele que vê felicidade apenas na satisfação do orgulho e dos apetites grosseiros fica infeliz quando não pode satisfazê-los; no entanto, aquele que não se interessa pelo supérfluo fica feliz com o que tem e que os outros considerariam uma grande desgraça, uma insignificância. Falamos do homem civilizado porque o selvagem, por ter necessidades mais limitadas, não tem os mesmos motivos de cobiça e de angústias: sua maneira de ver as coisas é completamente diferente. Civilizado, o homem raciocina sobre sua infelicidade e a analisa; é por isso que se sente mais afetado por ela; mas também pode raciocinar e analisar os meios de consolação. Essa consolação está no sentimento cristão, que dá a esperança de um futuro melhor, e no Espiritismo, que dá a certeza desse futuro.
Livro dos Espíritos pergunta 933
Angústia da Melhora
" O dever é o resumo prático de todoas a especulações morais; é uma bravura da alma que enfrenta as angústias da luta."
O Evangelho Segundo Espiritismo, Cáp 18 - item 7
"...Ninguém sintetizou tão bem essa caminhada da vida interior quanto Paulo, o apóstolo dos gentios , ao mencionar: "Porque não faço o bem que quero, mas o malque não quero esse faço" . A grande batalha humana pela instauração do bem em si mesmo pode ser sintetizada nessa frase..."
"...Enquanto se processam semelhantes ações de fortalecimento, podemos ainda contar com duas medidas profiláticas de dilatado poder em favor de nossa paz: a vigilância e a oração.
Verifiquemos que a função do vigilante é preventiva, é comunicar à sua volta que algo está sob cuidado e não a mercê das ocorrências. A função do vigilante não é atacar. Quem vigia, o faz para que algo não o surpreenda ou agrida. Vigilância no terreno da reforma íntima significa estar atento ao inimigo, aquele que pode nos causar prejuízos, nosso homem velho.
Vigiar o inimigo, no entanto, é diferente de abater o inimigo...
Vigilância é atenção para com os movimentações inferiores da personalidade, é o estudo sereno das estratégias do homem velho, requer muita disciplina.
Por sua vez, a oração é o movimento sagrado da mente no despertamento de forças superiores. É a busca da alma que se abre para o bem e se fortalece.
Dever, vigilância e oração - balizas seguras que nos permitem talhar o homem novo, mesmo sob a escaldante temperatura das velha angústias que nos acompanham há milênios.
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