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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Você já ouviu falar na Oração de Francisco de Assis?!?



Você já ouviu falar na Oração de Francisco de Assis?

Sim, é aquela prece belíssima, que fala de paz, de amor, perdão, esperança, alegria e fé.


Na rogativa, São Francisco demonstra sua grandeza d’alma e sua verdadeira humildade.


Nós, que tanto temos buscado auxílio para vencer as dificuldades que nos rodeiam, talvez pudéssemos encontrar, em suas palavras, um roteiro de auto-ajuda.


Desejando tornar-se útil a si mesmo e aos semelhantes, diz ele:


"Senhor, faze de mim um instrumento da Tua paz".


Quanto a nós, seria interessante que indagássemos com freqüência: "Sou um instrumento da paz?"


Onde estou, as pessoas se sentem mais tranqüilas, mais animadas, mais felizes?


Ou será que a paz se despede no exato momento em que vou chegando?


Ele continua:"Onde houver ódio, que eu semeie o amor".


Mahatma Gandhi dizia que alguém que atingiu a plenitude do amor, é capaz de neutralizar o ódio de milhões.


Ele próprio foi o exemplo vivo dessa realidade, pois em nome do amor e da não-violência conseguiu que a Índia se libertasse do jugo inglês, sem derramamento de sangue.


Além de não fazer guerra, Ghandhi, com sua filosofia pacifista, fez com que fossem superados os ressentimentos seculares dos indianos por seus dominadores.


E nós? Temos semeado o amor, onde haja o ódio?


Certa feita, um funcionário de uma grande empresa estava furioso com o gerente que vivia a transferi-lo de setor. Certamente agia assim para pressioná-lo a se demitir.


Cogitava disso quando um colega, semeador da paz, o desarmou falando-lhe com firmeza:


"Você está enganado quanto ao nosso chefe, meu amigo. Ele o admira muito, sabe que é eficiente e digno de confiança. Por isso o tem encaminhado para os setores onde há problemas, consciente de que você sabe resolvê-los."


Com sua intervenção benéfica, o companheiro passou a ver as iniciativas do gerente com simpatia, dedicando-se ao trabalho com mais vontade e alegria.


O Santo de Assis roga com o coração aberto: "Onde houver injúria que eu semeie o perdão".


E se alguém nos fala em vingança, com o coração cheio de mágoa, qual é a nossa orientação?


Dizemos que a mágoa é como um espinho cravado no peito, que machuca, dói, incomoda... Orientamos que perdoe para libertar-se? Ou cravamos em seu peito alguns espinhos a mais?


"Onde houver dúvida que eu semeie a fé."


"Esperança, onde houver desespero."


"Luz, onde haja escuridão."


"Alegria, onde haja tristeza."


Ele termina com as afirmações: "É dando que se recebe; perdoando que somos perdoados; e é morrendo que nascemos para a vida eterna."


Na proposta final, Francisco de Assis refere-se à superação do eu egoístico que nos domina; à eliminação dos interesses pessoais para o nascimento do legítimo cristão, liberto de impurezas e imperfeições.


* * *


Pense nisso!


Quando o Santo de Assis diz que é morrendo que nascemos para a vida eterna podemos entender que, após superadas as reencarnações expiatórias, teremos a existência em plenitude nos planos mais altos do Infinito, onde habitam os puros espíritos e onde não há acesso para a morte.


Pensemos nisso!




Base no artigo Auto-ajuda, de Richard Simonetti, publicado na Revista Reformador, junho.1997, ed. FEB.

Os Inimigos Desencarnados



Pena de morte não é solução!!!!

O espírita tem ainda outros motivos de indulgência para com os inimigos. Porque sabe, antes de qualquer coisa, que maldade não é o estado permanente do homem, mas que decorre de uma imperfeição momentânea, e que da mesma maneira que a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mal reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom.


Sabe ainda que a morte só pode livrá-lo da presença material do seu inimigo, e que este pode persegui-lo com o seu ódio, mesmo depois de haver deixado a Terra. Assim, a vingança assassina não atinge o seu objetivo, mas, pelo contrário, tem por efeito produzir maior irritação, que pode prosseguir de uma existência para outra. Cabia ao Espiritismo provar, pela experiência e pela lei que rege as relações do mundo visível com o mundo invisível, que a expressão: extinguir o ódio com o sangue é radicalmente falsa, pois a verdade é que o sangue conserva o ódio no além-túmulo. Ele dá, por conseguinte, uma razão de ser efetiva e uma utilidade prática ao perdão, bem como à máxima de Cristo: Amai os vossos inimigos. Não há coração tão perverso que não se deixe tocar pelas boas ações, mesmo a contragosto. O bom procedimento não dá pelo menos, nenhum pretexto a represálias, e, com ele se pode fazer, de um inimigo, um amigo antes e depois da morte. Com o mau procedimento ele se irrita, e é então que serve de instrumento à justiça de Deus, para punir aquele que não perdoou.


Os inimigos do mundo invisível manifestam sua malevolência pelas obsessões e subjugações, a que tantas pessoas estão expostas, e que representam uma variedade das provas da vida. Essas provas, como as demais, contribuem para o desenvolvimento e devem ser aceitas com resignação, como uma conseqüência da natureza inferior do globo terrestre: se não existirem homens maus na Terra, não haveria Espíritos maus ao redor da Terra. Se devermos, portanto, ter indulgência e benevolência para os inimigos encarnados, igualmente as devemos ter para os que estão desencarnados.


Antigamente, ofereciam-se sacrifícios sangrentos para apaziguar os deuses infernais, que nada mais eram do que os Espíritos maus. Aos deuses infernais sucederam os demônios, que são a mesma coisa. O Espiritismo vem provar que esses demônios não são mais do que as almas de homens perversos,que ainda não se despojaram dos seus instintos materiais; que não se pode apaziguá-los senão pelo sacrifício dos maus sentimentos, ou seja, pela caridade; e que a caridade não tem apenas o efeito de impedi-los de fazer o mal, mas também de induzi-los ao caminho do bem e contribuir para a sua salvação. É assim que a máxima: Amai aos vossos inimigos, não fica circunscrita ao círculo estreito da Terra e da vida presente, mas integra-se na grande lei da solidariedade e da fraternidade universais.


I – A Vingança

 A vingança é um dos últimos resíduos dos costumes bárbaros, que tendem a desaparecer dentre os homens. Ela é, como o duelo, um dos derradeiros vestígios daqueles costumes selvagens em que se debatia a humanidade, no começo da era cristã. Por isso, a vingança é um índice seguro do atraso dos homens que a ela se entregam, e dos Espíritos que ainda podem inspirá-la. Portanto, meus amigos, esse sentimento jamais deve fazer vibrar o coração de quem quer que se diga e se afirme espírita. Vingar-se é ainda, vós o sabeis, de tal maneira contrário a este preceito do Cristo: “Perdoai aos vossos inimigos”, que aquele que se recusa a perdoar, não somente não é espírita, como também não é cristão.

A vingança é um sentimento tanto mais funesto, quanto à falsidade e a vileza são suas companheiras assíduas. Com efeito, aquele que se entrega a essa paixão cega e fatal quase nunca se vinga às claras. Quando é o mais forte, precipita-se como uma fera sobre o que considera seu inimigo, pois basta vê-lo para que se inflamem a sua paixão, a sua cólera e o seu ódio. No mais das vezes, porém, assume uma atitude hipócrita, dissimulando no mais profundo do seu coração os maus sentimentos que o animam. Toma, então, caminhos escusos, seguindo o inimigo na sombra, sem que este desconfie, e aguarda o momento propício para feri-lo sem perigo. Ocultando-se, vigia-o sem cessar, prepara-lhe cilada odiosa, e quando surge à ocasião, derrama-lhe o veneno na taça.


Se o seu ódio não chega a esses extremos, ataca-o na sua honra e nas suas afeições. Não recua diante da calúnia, e suas pérfidas insinuações, habilmente espalhadas em todas as direções, vão crescendo pelo caminho. Dessa maneira, quando o perseguido aparece nos meios atingidos pelo seu sopro envenenado, admira-se de encontrar semblantes frios onde outrora havia rostos amigos e bondosos; fica estupefato,quando as mãos que procuravam a sua agora se recusam a apertá-la; enfim, sente-se aniquilado, quando os amigos mais caros e os parentes o evitam e se esquivam dele. Ah!, o covarde que se vinga dessa forma é cem vezes mais criminoso que aquele que vai direto ao inimigo e o insulta face a face!


Para trás, portanto, com esses costumes selvagens! Para trás com esses hábitos de outros tempos! Todo espírita que pretendesse ter, ainda hoje, o direito de vingar-se, seria indigno de figurar por mais tempo na falange que tomou por divisa o lema: Fora da caridade não há salvação. Mas não, não me deterei em semelhante idéia, de que um membro da grande família espírita possa jamais ceder ao impulso da vingança, mas, pelo contrário, ao do perdão.


O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 12 - itens 5,6 e 9, por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires

A Morte de Osama Bin Laden



A morte de Osama Bin Laden é apenas uma pequena amostra da ilusão que o ódio pode ocasionar na criatura humana. Integrantes da família universal podem, quando revestidos de sentimentos menos felizes, considerarem-se ferrenhos inimigos, como no caso em questão. Lamentável, pois, as atitudes dos terroristas que se voltam contra os EUA, como também é lamentável a felicidade com ares de vitória da terra do Tio Sam pela morte de Bin Laden. Em ocasiões assim não há vencedores. Todos perdem.


Interessante que o desconhecimento das leis que regem a vida faz com que até mesmo figuras inteligentes percam-se em devaneios. Explico melhor:


André Trigueiro, jornalista da Globo News, no programa em que apresenta questionou renomado professor de História Contemporânea se o mundo ficaria melhor com a morte de Bin Laden. O acadêmico, impetuosamente respondeu: Obviamente que sim!


Certamente o professor desconhece que despojado do invólucro de carne Bin Laden não perdeu sua ira. Ele não sumiu, apenas está sem o corpo físico. Não vejo, então, qual a melhora efetiva do mundo sem a presença física do terrorista. O mundo estaria melhor se ele tivesse mudado suas disposições íntimas, regenerando-se. Sabemos que nada disso ocorreu, portanto...


Vale destacar também que o sentimento de pseudo-alegria de uma nação pela morte de alguém que os tem como inimigos somente acirra os ânimos exaltados de alguns fanáticos, fazendo a perpetuação do ódio e da vingança.


A morte do corpo não significa a morte do sentimento ou da individualidade. Continuamos existindo e atuando em consonância com nossos propósitos e objetivos. E as vibrações destemperadas de alguns encarnados atingem em cheio o objeto de suas doentias emanações mentais.


Portanto, fácil concluir que desprovido do corpo Bin Laden continuará atuando.


Por isso recomenda-se o perdão das ofensas, para que as contendas não se transformem em ardilosos e nefastos processos de obsessão que perduram por tempo indeterminado, até que as partes envolvidas disponham-se a aparar arestas. É fácil perdoar, simples, passe de mágica? Todos sabemos que não. O perdão é uma construção daquele que busca estar em paz consigo e sua consciência. Muitos dizem: Mas como perdoar? Como conceder o benefício do perdão a um terrorista ou a alguém que tirou a vida de uma pessoa que eu amo? Primeiro é preciso compreender que o perdão beneficia quem o concede, porquanto o livra das correntes do ódio e da vingança.


Aliás, a vingança é claro sinal de inferioridade. Conforme consta em O evangelho segundo na elucidativa mensagem de Júlio Olivier que transcrevemos parcialmente:


A vingança é um dos últimos remanescentes dos costumes bárbaros que tendem a desaparecer dentre os homens. E, como o duelo, um dos derradeiros vestígios dos hábitos selvagens sob cujos guantes se debatia a Humanidade, no começo da era cristã, razão por que a vingança constitui indício certo do estado de atraso dos homens que a ela se dão e dos Espíritos que ainda as inspirem.


Se buscamos seguir Jesus é inconcebível que vibremos com a desdita do outro. Se não é possível perdoar, ao menos não alimentemos a vingança. Se o perdão se faz impossível e nosso coração ainda não é brando o suficiente para concedê-lo, que ao menos não cogitemos de prejudicar quem quer que seja.


Por essas e outras é que discordamos com veemência do professor que concedeu entrevista ao André Trigueiro.


O mundo não está melhor nem pior sem a presença de Bin Laden.


O mundo só estará melhor quando aprendermos a perdoar e o mundo só será o ideal quando aprendermos, de fato, a amar. Assim, nada de perdão, porquanto não estaremos mais no primitivo estágio de causar dano ao outro.


Reflitamos com gravidade nesse momento e analisemos nossa postura como espíritas. O ódio não combina com aqueles que pretendem seguir Jesus.


Pensemos nisso.


Wellington Balbo

A Comunicação Intrapessoal



Se quisermos bem relacionarmo-nos com o próximo, precisamos primeiramente melhorar a qualidade da “comunicação conosco mesmos”, também denominada de “comunicação intrapessoal”. Este artigo tem o foco na comunicação conosco mesmos, para que - com mais facilidade - possamos atingir a finalidade de bem relacionarmos com o próximo.

O ser humano é dono do seu próprio destino. A ele - e somente a ele - é dado o poder de acreditar em seu potencial e crescer. Se, com freqüência, existem seres que vivem cabisbaixos olhando a lama, também existem outros que seguem altaneiros olhando o firmamento, onde brilham as estrelas. Tanto um quanto outro têm problemas. Se ambos tem problemas por que então uns vivem confiantes e outros infelizes? Está sobretudo na mentalização de cada um deles o diferencial entre um indivíduo que faz sua vida acontecer, e outro que deixa sua vida acontecer. O primeiro está a caminho da felicidade, o segundo parou na estrada.

O primeiro, através de sua mentalização positiva, tem boa auto-estima; o segundo, influenciado pela sua mentalização negativa, tem baixa auto-estima.

Uma importante observação: É preciso que tomemos muito cuidado em não transformar determinadas informações, como as acima, em regras gerais. É essencial que saibamos que às vezes existem pessoas que andam cabisbaixas, não porque não queiram olhar as estrelas, mas sim porque não conseguem olhá-las. São aqueles estados emocionais que empanam – temporariamente – nosso campo de visão. Consoante com este raciocínio, é mais importante o indivíduo andar cabisbaixo por estar vivendo um período dolorido de auto-enfrentamento (e futuro crescimento), do que o indivíduo estar sempre sorrindo num processo de auto-ilusão.

Ter boa auto-estima é o passo fundamental para o ser humano acreditar em seu potencial e crescer de forma contínua. E ter boa auto-estima implica em bem comunicarmos conosco mesmos (a já citada comunicação intrapessoal), o que por sua vez implica em desenvolvermos o auto-conhecimento e o auto-amor, assuntos logo a seguir desenvolvidos.

I - O AUTO-CONHECIMENTO:

O auto-conhecimento é o passo inicial para a nossa mudança comportamental, e muitas vezes fugimos dele... Geralmente não nos conhecemos. Por exemplo, se somos avarentos, dissemos que somos “econômicos”; se somos prepotentes, afirmamos que sabemos reconhecer o nosso valor!

A partir do momento em que passamos a melhor nos conhecer, abre-se uma enorme estrada para nosso desenvolvimento. No entanto, a etapa seguinte ao nosso auto-conhecimento é a mais difícil: é a fase em que precisamos ter atitudes que impliquem em nosso desenvolvimento interior. E a mudança interior é a nossa maior dificuldade. Não é “uma das maiores” dificuldades, é (repito) “a maior” dificuldade do ser humano. Portanto, o auto-conhecimento é o importantíssimo primeiro passo, mas o fundamental é nossa atitude após nos auto-descobrirmos.

Para nos conhecermos, o Budismo nos ensina que precisamos passar a ter rotineiramente dois procedimentos:

Atenção Plena: É a arte budista de observarmo-nos incansavelmente, procurando dirigir os olhos para nós mesmos, que é um hábito que, para ser desenvolvido, exige esforço e grande força de vontade.

Interiorização: É o ato de enfrentarmos o nosso mundo interior e de admitirmos para nós mesmos a natureza de nossos sentimentos. Isto é, não devemos falar a nós mesmos coisas como “eu nunca sinto mágoa” ou “a raiva não faz parte de minha vida”. Esta atitude de negar nossos sentimentos inferiores chama-se auto-ilusão, um proceder altamente destrutivo. A partir do momento em que admitimos nossos sentimentos inferiores, abre-se uma porta para aprendermos a ter autocontrole e nos dá condição de iniciarmos o processo de mudança.

Complementa a “interiorização” o ato de estudarmos nossas reações perante a vida. Por exemplo: quando alguém nos chama de “incompetente” e sentimos vontade de estrangulá-lo, devemos perguntar a nós mesmos “se sei que sou competente, por que senti tamanha raiva quando meu colega chamou-me de incompetente?” Assim agindo estaremos nos dando a oportunidade de estudarmos e conhecer o porquê de nossas reações, que é um importante passo para a mudança de comportamento.

Os dois procedimentos acima (Atenção Plena e Interiorização) levam-nos a adquirir a maior riqueza que podemos ter: o auto-conhecimento, que é a base do desenvolvimento em todos os campos de nossa vida.

Sobre o tema auto-conhecimento, disse a educadora Ermance Dufaux (livro Mereça Ser Feliz/Wanderley Soares de Oliveira, Editora Dufaux): “Não existe felicidade, sem pleno conhecimento de si mesmo. O mergulho nas águas abissais do mar íntimo é indispensável. E a convivência, nesse contexto, é a Escola Bendita. Saber os motivos de nossas reações frente aos outros, entender os sentimentos e idéias nas relações é preciosa lição para o engrandecimento da alma na busca de si próprio”.

II - O AUTO-AMOR:

Jerônimo Mendonça, orador mineiro, era um otimista. Suas palavras consolaram milhares de pessoas. Nasceu saudável e fisicamente perfeito, mas na fase adulta a vida lhe trouxe enormes dissabores físicos:

Ficou cego dos dois olhos;

Sofreu paralisia total do seu corpo, o que o obrigava a proferir suas palestras sobre uma maca;

Acrescente a estes desafios o fato de sentir imensa dor no peito, conseqüência de angina. Para atenuar sua dor, amigos colocavam sobre o seu tórax um saco com 30 quilos de areia.

Jerônimo tinha tudo para ser infeliz. Mas, altamente espiritualizado, foi um exemplo de vida digna e com significado. Não obstante suas dores, ele aprendeu a se auto-amar.

A seguir um dos seus textos, pois além de ser orador, era escritor (por ser cego, ditava seus textos):

“O homem mais infeliz, é aquele que perde o senso de autocrítica. Senão vejamos:

Há quem lastime não ter uma mansão para residir, no entanto milhões estão dormindo debaixo de pontilhões abandonados.

Há quem reclame, em lágrimas, não ter podido comprar o carro do ano, ao passo que muitos jazem parafusados ao leito da paralisia.

Há quem não se conforme com o bairro humilde em que reside, enquanto centenas de criaturas superlotam os presídios.

Há quem censure a mesa frugal, enquanto milhões de outros IRMÃOs revolvem as latas de lixo à procura de algo para amenizar a fome do estômago atormentado.

Existem aqueles que dizem não suportar o clima de determinada cidade, sem se lembrarem , contudo, daqueles que suportam na pele o chamado “fogo selvagem”.

Muitos mostram defeitos em seus patrões, enquanto centenas de outros IRMÃOs não dispõem de saúde para trabalhar.

Muitos lamentam não poder renovar o guarda-roupa e as sapateiras, enquanto centenas de outros IRMÃOs andam maltrapilhos e descalços, pisando duras pedras pelos caminhos.

Há quem diga não suportar leves dores de cabeça, olvidando aqueles que se encontram soterrados na loucura.

Há quem se impaciente com um simples terçol, enquanto milhões de outros IRMÃOs padecem na cegueira dolorosa.

Outros declaram não suportar o companheiro insensato, ou a esposa infeliz, enquanto milhões de IRMÃOs padecem a prova da solidão.

Pense em tudo isso e certamente, a essa hora a sua dor terá desaparecido”.

Jerônimo Mendonça foi um exemplo de pessoa otimista. Mas, com tanto sofrimento, como ele conseguiu este intento?

No livro “PODER SEM LIMITES”, de Anthony Robbins, há as lições a seguir que sintetizam de forma extraordinária as causas do nosso mal ou bem viver (sempre uma questão de escolha). E Jerônimo Mendonça, por vivenciar o auto-amor, escolheu bem viver. Isto é, soube tirar do seu sofrimento profundas reflexões no campo transcendental. Parece até que ele conhecia as sábias lições de Anthony Robins, a seguir:

I) “O nível de sucesso que você experimenta internamente - felicidade, alegria, êxtase, amor ou qualquer outra coisa que deseje - é o resultado direto de como você se comunica consigo mesmo”.

II) “Como você se sente não é o resultado do que está acontecendo em sua vida - é a sua interpretação do que está acontecendo”.

III) “A vida de pessoas de sucesso tem nos mostrado que a qualidade de nossas vidas não é determinada pelo que nos está acontecendo, mas pelo que fazemos com o que acontece”.

IV) “É você quem decide como se sentir ou agir, baseado nas maneiras que escolheu para perceber sua vida”.

Caro leitor, não nos iludamos. Todos sabemos que em nossa vida temos imensos desafios. Temos dores, temos sofrimentos. Mas se procurarmos um sentido para a vida e se tivermos um ideal, saberemos ser relativamente felizes, pois que compreenderemos que, quando a dor surgir, é possível aprendermos a bem sofrer.

O prof. e escritor Rubem Alves disse em um dos seus livros que “as coisas são os nomes que damos a elas”. Esta forte mensagem é simplesmente espetacular, pelo seu poder de síntese e esclarecimento. Seguindo a máxima do prof. Rubem Alves, para a pessoa que diz “viver é sofrer”, a vida irá provar a ela que viver é sofrer. Para a pessoa que diz “viver é aprender”, a vida irá provar a ela que viver é aprender, pois quando o sofrimento surgir, essa pessoa em vez de dizer “nasci para sofrer”, dirá “que lição preciso tirar desse meu sofrimento”.

Finalizo este texto com o belo e sugestivo poema de Pastorino:

DESPERTA!

“És o centro da Criação Divina.
Deus habita em ti.
Todos os poderes que almejas jazem contigo.
Não és igual, nem diferente de ninguém.
O Universo é a tua morada.
As estrelas são as flores do teu jardim.
Não existem distâncias para os teus passos, nem limites para os teus sonhos.
Toda a luz se te represa n’alma.
Dormitam em ti a Sabedoria Integral e o Amor Infinito.
Tudo gira à tua volta, quanto orbitas ao redor de tudo.
Estás ligado a todas as coisas e todas as coisas se ligam a ti.
Nada te acontece que não afete aos outros e nada sucede aos outros sem que igualmente te afete.
Se quiseres, poderás ser maior do que aqueles que admiras, ou ainda menor do que aqueles que censuras.
Para alcançares os Cimos, não careces sair do lugar em que te encontras.
A tua capacidade de expansão interior supera a capacidade de expansão do próprio Universo.
Para ti não existem segredos nem mistérios.
Quando tiveres consciência do que és capaz, nada mais se terá obstáculo à ascensão.
Deixa nascer o anjo que se gesta em tuas entranhas.
Não te apegues ao que é transitório, contrastando com a eternidade da tua natureza.
És proprietário de tudo quanto não reténs a posse.
Apequena-te para que te agigantes.
Nada superará o prazer de te sentires em harmonia com todas as coisas e com todos os seres.
Senhor do Tempo, o Passado, o Presente e o Futuro são os teus caminhos na Eternidade.
Desperta!”

segunda-feira, 2 de maio de 2011

FELICIDADES AO NOSSO PRESIDENTE!!! \o/





Querido irmão amado, Silvio,

Mais um ano se completa na caminhada evolutiva de tua vida, gostaríamos neste momento junto a ti, vibrarmos no sentido mais amplo da palavra AMOR, que os raios deste amor esfuziante penetre em tua alma e te faça sentir o mais belo enlace fraternal  que possas imaginar...Gostaríamos de envolver tua vida em sinceros sentimentos de alegria, que o resplandecer de um novo dia te traga o entusiasmo tão desejado a alma querida, que a fonte do bem maior seja contigo em todos os momentos, alegrando-te quando preciso, afagando-te quando necessário, iluminando-o a cada despertar...Conduz nos Oh nobre amigo, por suas mãos e pensamentos, muitos Seareiros trabalham e com divina graça, somos gratos todos os dias...Que os Mensageiros da Alegria te envolvam com euforia...Te desejamos com muito amor a paz no mundo seja onde for!!! Flores, Nascer do Sol, O choro de um bebê, O orvalho de uma manhã, Cheiro de terra molhada, Noites estreladas, Gotinhas de chocolate, Bolinho da vovó, Um cheiro, Um beijo, Filhos em seu redor, Amigos, Harmonia em sintonia, Fim de tarde com a família, Sossego, Grilo, Chuva fina com Kardec, Leite morno com Chico e um Chazinho com Joana...Esses são os sinceros e amados votos de FELICIDADES, não só da M.E.S.J, mas assim como de Todos os Trabalhadores da SEARA DO BEM...AMAMOS VOCÊ...
 

Alma Querida



Alma querida! Batida pelo vendaval, sacudida pelas incertezas sob chuva de calhaus, sobre espículos cruéis.
É noite, e as sombras desenham fantasmas. Tu tremes, choras...
Dói-te o peito, represado de angústias e cambaleiam as tuas pernas fragilizadas.
Tuas mãos, sempre ágeis, descem e se negam a transformar-se em asas para voar.
Alma querida! Fita além da noite e verás, verás o amanhecer longínquo que chegará a ti, pleno de luz, apagando todas as sombras, diminuindo todas as aflições.
Não pares! Ergue a cabeça e avança, alma solitária e triste!
O Sol da eterna crença, avança no teu rumo, aguardando que sigas na Sua direção, no encontro, quando nimbada de luz, alma feliz, bendirás todas as dores, todas as humilhações, que são os tesouros imarcessíveis da vida, coroando-te de estrelas.
Almas queridas! Não canseis de lutar!
Cada um de nós é alma em reajustamento. Experimentamos aqui, outra vez, o seu quadro de testemunho, mas o nosso Modelo, quando aceitou a Cruz, transformou-a em dois braços que afagam e não numa trave hedionda de horror.
Ide! Avante, Almas queridas, bendizendo a noite com vossas preces, que se transformarão em estrelas, com vossas lágrimas que se converterão em pingentes de luar, para que nunca mais haja escuridão.
Deus vos abençoe, almas queridas!

São os votos da servidora humílima e maternal de sempre... Joanna de Ângelis